quinta-feira, 6 de abril de 2023

O que é fácil

 Nunca se esqueça:

Você nasceu para fazer o que é fácil.

O talento é fácil de repetir. É bom de fazer, é divertido de explorar e melhorar. 

O dom é natural e é único.



Páscoa para todos!


 https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/p%C3%A1scoa-as-peculiares-tradi%C3%A7%C3%B5es-que-existem-pelo-mundo/ss-AAWae6v?ocid=hpmsn&cvid=856bdbf1e90247aef203e46a220ab51a&ei=52#image=4


O feriado da Pascoa sempre me encantou. Um feriado que não tem data certa, com 4 dias de história, uma simbologia meio sem lógica, recheado de comida e chocolate. Só por isso já seria interessante, mas ainda tínhamos as tradições familiares: O núcleo mais próximo da minha família é praticante de uma religião petencostal clássica, rigorosa e cheia de regras de conduta, na Sexta-feira Santa, a africaniedade dos antepassados emergia nas mesas das nossas refeições. Minha avó cozinhava o "feijão com coco" e bacalhoada. Esse feijão com coco era receita da mãe do meu avô, aquele da outra história, e minha avó juntava-nos todos para ajudar a moer o feijão, ralar o coco, bater os ovos, contava as histórias, uma festa! Nunca vi essa receita em lugar nenhum, e nunca comi em nenhum outro dia do ano, só na Sexta-Feira Santa.

Hoje percebo que, nos tempos que Roma  mudava sua religião para o cristianismo, a Igreja teve que rebolar para encaixar as datas importantes do calendário pagão. A nova narrativa que inventava tinha que convencer o povo a aceitar os novos costumes. Que louco era num ano comemorar um festival em homenagem à deusa da fertilidade, à chegada da Primavera, aos dias de sol mais quentes e compridos, no outro, (pá!) Jesus Cristo Ressuscitado, depois de morrer crucificado, fruto de traições, julgamento em praça pública, tortura. Uma bela história. Sim, a história da Páscoa cristã colou, mas os hábitos pagãos dos povos antigos também resiste. Mesmo nós, latinos, com uma história tão recente ainda conseguimos importar hábitos de antes de Cristo. O coelho, os ovos, a fartura das mesas. Temos os sacrifícios dos cordeiros, mas também temos trocas de ovos de chocolate.

Pois vejam nesse link do início do texto. 

A maioria dos países citados são Nórdicos, povos originários de uma região onde o frio castiga e a chegada da Primavera é uma benção que se derrama pela terra. Nada mais justo do que comemorar esse tempo e agradecer por mais uma chance de viver, mais um inverno superado, um renascimento das florestas, das famílias hibernadas, das plantações. Sim, a Páscoa é a ressureição da terra desde sempre. E virou a ressurreição de Cristo. Que ponto acertado da mitologia! 


terça-feira, 4 de abril de 2023

Juntando as peças





Estou buscando o motivo de estar aqui. Tão pouco de mim. 
Por que as relações são feitas a partir daqui, do lugar de mim onde sou mais pequena? Quando vi, aceitei menos que quero e mostro pouco do que sou. 
Encaixo-me, apertada, numa relação que me oferece nada do que espero só para poder manter-me em uma relação. Não é falta de auto estima, até sei quão boa sou. Não é caridade, inclusive sinto que, de alguma forma, faço-o por egoísmo. 
Já fingi que não sabia, que não era tudo que sou para deixar bem quem me acompanhava. Já fingi muito mais que devia.Omiti meus interesses mais profundos para me manter nessa superficialidade de assuntos que agradam e satisfazem as multidões. Como quem fecha uma cachoeira com uma rolha de vinho. Impossível de conter por muito tempo. Quem sabe mais para frente, no futuro, quem sabe depois que os laços estiverem mais fortes eu posso requerer o que eu desejo? Haverá o reconhecimento dos meus esforços em ser tão perene e enfim poderemos abrir a porta do sótão e falar sobre os nossos cadáveres?
Nunca acontece.
Na verdade o outro normalmente se surpreende com minhas demandas tão complexas, por que afinal era tudo tão leve no começo!?
Eu que dissimulei o que sou e o que quero, para agradar. 
Isso nunca se sustenta, exijo muito mais do que têm para dar, me sinto vazia, desrespeitada e banal. Perdi tanto tempo ocupando-me dessas trocas inuteis.
Percebi que jogava com cartas conhecidas, já sei onde aquelas peças se encaixam e não tenho muito esforço para criar esses laços, consigo ser a musa dos amores de qualquer um, sorrindo na hora certa, falando as palavras certas, alimenta-me o ego e satisfaz-me a curto prazo. A longo prazo fico impaciente com o que essas pessoas tão rasas demandam diariamente. "Sério esse tipo de conversa?", "De novo estamos falando de você?" Não aguento mais. 

Termino sozinha, porém aliviada.

Como quem desvenda um atalho desconhecido fui me perguntando: Por que daqui? Por que assim? Por que aceitas? Num modelo socrático de negar todas as respostas obvias para aquelas dúvidas, fui tirando a poeira do sítio arqueológico da minha memória. 

Em primeiro lugar, sou mulher. Não posso negar o preço da socialização feminina. Seja doce, seja leve, seja linda, seja agradável, não exija muito, não cause grandes alvoroços. Veja só se não é a receita perfeita para o silenciamento dos sentimentos reais.
Em segundo lugar, tenho irmãos e meus pais estavam muito ocupados. "Não faça barulho", "comporte-se bem". Como irmã mais velha, o prato do dia era deixar minhas demandas em segundo plano para cuidar das demandas dos mais novos, ou dos mais velhos.
Em terceiro lugar, muito mais especificamente, lembrei-me de quando era criança e o meu avô, homem bruto e ignorante, chamava-me de arrogante e esnobe quando demonstrava algum comportamento ou preferência além do que deveria caber a mim. Ele dizia isso quando me via lendo-se livro ou quando eu escolhia um pedaço de frango "melhor", ou usava palavras que considerava mais "ricas". Brigava e me ofendia, eu tinha medo de apanhar. 
Ele não foi o único na minha vida que me chamou de arrogante. Já ouvi isso de patrões que queriam me explorar. Já ouvi isso de companheiros que queriam me rebaixar.
Escuto que sou arrogante desde antes de saber o que significava essa palavra e isso não pode ser ignorado. Os motivos que levam uma criança a querer mais do que tem ou demonstrar desejar além do que é visto é que devem ser observados. O que me levava a almejar mais daquela realidade tão limitante? Isso sim deve ser estudado. Uma pretensão impossível e descabível a ponto de contruir uma perspectiva irreal ou a crença absurda na própria capacidade de conquistar e construir mais do que era esperado? Não parece ruim. Se tivesse sido reforçado poderia ter resultado numa pessoa obstinada, acertiva, poderosa e confiante. Mas não foi, e hoje lido com isso assim.

Percebi que, como uma voz na minha mente, sempre me rechaço para não parecer arrogante no primeiro olhar e ser alvo daquela violência.
Diminuo-me para não assustar e ficar sozinha, já que sou tão grande e profunda quanto é possível ser. 
Já inicio o contato com medo do outro, humilhado frente a minha dimensão, defender-se ao me acusar de ser esnobe ao ser o que realmente sou ou querer o que realmente quero. 
É somente o que sou e o que quero, e tem todo o valor.

Espero que isso mude com o tempo, afinal estamos sempre mudando.
Preciso ficar atenta e saber ignorar as vozes traumatizadas da minha cabeça. 





segunda-feira, 3 de abril de 2023

Por que Marketing Digital?

 



Vá, imagine que a comunicação é uma malha rodoviária que conecta as pessoas: tem um emissor, como o ponto de partida; O canal, como a estrada e o receptor como o ponto de chegada. Como se cada um fosse uma cidade. É só um exercício abstrato de imaginação que eu nem sei direito para onde vai, haja vista que vou desenvolvendo as analogias enquanto escrevo...

Então, voltamos: Cada pessoa é uma cidade e as estradas que chegam, cruzam, atravessam e navegam por dentro ou por fora da cidade é um canal de comunicação que aquela pessoa/cidade utiliza, caminhos por onde se passa para acessar um outro assunto dentro de uma linha de pensamento ou chegar até outra pessoa.

Podemos concordar que alguma cidades possuem mais rotundas que outras, dão volta e voltas aos mesmos assuntos e tendem a ter uma grande facilidade para voltar atrás nas ideias e opiniões. Ou pessoas com muitos becos sem saída: assuntos que ao serem tocados não levam a lugar nenhum. Vias rápidas que passam muitas ideias ao mesmo tempo, um caminho já conhecido e de acesso fácil. 

(Em outro texto posso voltar a essa analogia indo mais profundamente ao ponto em que cada tema conhecido desse sujeito se transforme em um bairro e como bairros ficam conectados uns aos outros, como o "bairro" política pode ser muito próximo do"bairro" religião...)

Nesse contexto, o Marketing Digital é a construção de uma nova rede de 36métro.

Não pode ser visto pela superfície dos canal de comunicação comum, faz conexões com outros meios de transporte e cada publicidade tem um caminho de acesso próprio. É a descoberta de um novo meio de se movimentar, a invenção de novas formas de abordagem, um olhar novo para aquele sujeito/cidade. Afinal, será que ele saberia dessa vontade tão grande de visitar as Maldivas se não houvesse uma publicidade desse paraíso ao lado daquela rede social onde tantas vezes desabafam sobre uma vontade de "fugir" da rotina normal? E veja, com o preço e condições acessíveis! Ainda podes adquirir a viagem sem nem precisar sair de casa?

Incrível.

O Marketing sempre busca criar inovações para vender. No Marketing Digital temos a estrutura pronta, basta caminhar e usufruir dos parceiros que estão a disposição.

Se você, empresário, ainda não está a utilizar esse novo canal de distribuição, está perdendo tempo. É mais rápido, mais íntimo, mais fácil e acertivo do que qualquer outro canal que você utilize. É seu cliente é quem fornece as próprias direções, é só saber ler o mapa para desvendar os caminhos.





O que é fácil

 Nunca se esqueça: Você nasceu para fazer o que é fácil. O talento é fácil de repetir. É bom de fazer, é divertido de explorar e melhorar.  ...